Buzzi depõe no STJ sobre acusações de assédio; julgamento deve ser em agosto

O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), prestou nesta segunda-feira (15/6) depoimento à comissão que o investiga pelas denúncias…



O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), prestou nesta segunda-feira (15/6) depoimento à comissão que o investiga pelas denúncias de assédio e importunação sexual contra duas mulheres, uma jovem de 18 anos e uma funcionária terceirizada de seu gabinete. O julgamento do ministro por seus pares deve ficar para agosto de 2026.

Em abril, o STJ instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Buzzi, que já estava afastado cautelarmente desde fevereiro. Ele nega as denúncias.

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O depoimento durou cerca de duas horas na sede do STJ, em Brasília. O ministro saiu pela entrada frontal do prédio, onde cumprimentou jornalistas, mas não deu entrevista.

A defesa do magistrado disse que, durante o depoimento, Buzzi buscou elucidar os fatos alegados nas duas denúncias. Em relação à jovem de 18 anos, cuja importunação sexual teria ocorrido em janeiro deste ano em uma praia de Santa Catarina, o advogado criminalista Paulo Emílio Catta Preta afirmou que “houve perícias, tanto médica como no local dos fatos” e que foram apresentadas “filmagens que foram obtidas”, supostamente corroborando a versão de Buzzi sobre os fatos. A vítima diz que o ministro tentou agarrá-la diversas vezes a contragosto.

Em relação à funcionária terceirizada, Catta Preta afirmou que o ministro se concentrou em demonstrar que eles não estariam no mesmo lugar no momento do fato alegado. “Então, nós fomos atrás de agendas de compromisso do ministro, datas de ingresso nas catracas, tanto dos funcionários como da denunciante, folhas de ponto, tudo isso nós fomos atrás”, disse. O advogado falou que, nesse caso, não há filmagens.

Interlocutores que estiveram presentes na audiência relataram que Buzzi não chegou a negar os fatos, mas que ele teria alegado má interpretação das vítimas sobre o ocorrido. O ministro também teria tentado desmerecer a vítima.

Na semana passada, foram ouvidas cerca de 20 testemunhas, 12 pelo lado da defesa. As duas vítimas não quiseram prestar depoimento.

A comissão do STJ que coordena o PAD é composta pelos ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva. Os ministros Humberto Martins e João Otávio de Noronha atuam como suplentes.

Agora, a defesa de Buzzi terá um prazo para a apresentação de requerimentos de outras provas. Após, será a fase de alegações finais.

Além do processo administrativo no STJ, Buzzi também é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e processo administrativo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).



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