
O Distrito Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o reconhecimento de que a unidade da federação e o BRB são vítimas das fraudes do Banco Master. A Procuradoria-Geral do DF requer ainda a transferência imediata para o banco estatal de R$ 2,245 bilhões bloqueados durante as investigações.
Na leitura da PGDF, o ente distrital é o acionista controlador do BRB e suporta os efeitos do dano causado ao banco como a desvalorização de sua participação acionária, a redução dos resultados e dividendos que lhe cabem e o risco de ter que recompor com recursos do tesouro local a liquidez do BRB.
O Distrito Federal é governado por Celina Leão (PP) desde março de 2026, quando o então governador, Ibaneis Rocha (PMDB), deixou o cargo, e ela, como vice, assumiu o posto. Foi durante o governo de Ibaneis que ocorreram as negociações entre o banco de Vorcaro e o BRB, o que gerou rombo no caixa da instituição.
Em maio deste ano, o STF homologou um acordo sob o comando do ministro Luiz Fux prevendo a possibilidade de empréstimo para o BRB de até R$ 6,5 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) sem a necessidade de aval direto da União, utilizando como contrapartida garantias do governo do DF como cotas do Fundo de Participação dos Estados e Fundo de Participação dos Municípios.
Contudo, o valor não foi liberado. O governo do DF pediu nova audiência de conciliação, mas a União reiterou que não pode ser avalista do empréstimo para sanar o banco.
